(16) 98158-2642

Segunda à Sexta: 8h às 18h

O que torna uma habilidade básica um DIFERENCIAL? Escute de um CEO

 

 

E mais uma vez me sinto transformado após entrevistar um grande executivo. A entrevista com o Diego Borghi, CEO da Ducati do Brasil, rendeu 24 aprendizados que carregarei comigo, além de algumas reflexões importantes.

Quero chamar sua atenção para um ponto:

O que torna uma habilidade básica um DIFERENCIAL?

Você pode pensar que é continuar aperfeiçoando essa habilidade (cursos, treinamentos, prática) ou ser o melhor nessa habilidade em relação a outros.

Eu conclui, entrevistando o Diego, que uma das (melhores) respostas possíveis é estar em um ambiente onde essa habilidade é valorizada, ou onde só você a tenha.

Explico rapidamente: Em determinado momento da carreira Diego saiu de uma grande empresa multinacional onde todos falavam inglês (bem ou mal, mas falavam) e foi para uma empresa menor, nacional, onde ele era valorizado por falar inglês.

Esse raciocínio é a CHAVE, não apenas a habilidade de falar inglês

Esse detalhe abriu a porta para o futuro brilhante que o aguardava, pois por falar inglês ele pôde participar da compra dessa empresa por uma estrangeira e ganhar visibilidade com clientes importantes, que em seguida vieram a lhe fazer propostas de trabalho.

Ele aceitou uma dessas propostas e a partir daí sua carreira engrenou em uma marcha ascendente que o fez chegar a ser hoje o CEO da Ducati no Brasil.

(Assista aqui o trecho em que Diego comenta sobre como o inglês foi o fator de sucesso no início da carreira dele! Vale a pena!)

****

E como aplicar essa conclusão em outras áreas?

Buscar o ambiente no qual nossas habilidades não são básicas, são diferenciais

No caso do Borghi, o inglês foi a habilidade técnica que fez com que ele se destacasse. Entretanto, todas as nossas habilidades podem migrar de básicas para diferenciais se tivermos a estratégia certa para isso.

De acordo com Borghi, o inglês na Ernst & Young (EY) era uma habilidade comum. Todos os trainees falavam, fazia parte do processo seletivo! Agora, falar inglês em uma empresa nacional, que foi comprada por uma estrangeira, na qual poucos falavam inglês foi ESTRATÉGICO para sua carreira!

O idioma é apenas um exemplo disso. Existem uma série de competências (técnicas e, principalmente, comportamentais) que podem ser fundamentais para sua carreira.

O que você tem feito com suas competências?

Onde suas habilidades podem fazer a diferença?

Responda essa pergunta e provavelmente você achará aquela porta profissional que quando se abre te leva longe.

****

24 aprendizados que levarei comigo da entrevista com o Diego:

{O mito de estar preparado} Diego não se sentia preparado quando assumiu a primeira posição de CFO de sua carreira.

“Não temos que esperar estar preparados para aceitar um desafio novo! Muita gente se preocupa muito com isso: não estou preparado para ser exposto por causa do meu idioma, não estou preparado para assumir desafio um pouco maior porque nunca tive experiência de gestão de tantas pessoas ou de áreas de complexidades um pouco diferentes”

Assista esse trecho da entrevista com o Diego AQUI.

{O que vale a pena} Se você não estiver em um ambiente no qual você pode aprender muito, você precisa repensar se é ali que você tem que estar.

{3 formas de desenvolver habilidades}

  1. Através do conhecimento tradicional (internet, livros, cursos, etc…)
  2. Relacionamento (não é possível que você não conheça uma pessoa que nunca foi da área Comercial, ou de TI ou de RH, etc…)
  3. Na dor, na prática, no acerto e no erro. E não podemos ter medo de errar.

{História engraçada – Pensando fora da caixa} Em 2011, quando Diego foi contratado pela De’Longhi, havia um outro finalista que acabou não sendo contratado. Anos depois, quando esse CFO foi promovido a CEO na Safilo, decidiu abordar justamente o outro finalista, que foi escolhido em seu lugar na De’Longhi! Foi assim que surgiu o convite para o Diego assumir a posição de CFO na Safilo, uma vez que ele tinha o mesmo perfil que a empresa precisava.

{Movido a Aprendizados} O que motivou todas as mudanças que Diego fez na carreira foram as oportunidades de aprender muito. Na maioria delas as condições eram desfavoráveis (em uma das mudanças, ele saiu de um emprego que ficava a 4 quarteirões de sua casa para trabalhar em Alphaville, um caos para acessar).

“Desafio tem que ser o combustível”

{Competências} As competências técnicas são relativas. Dependendo do momento da empresa, será necessária uma competência específica. Mas as competências comportamentais (soft skills) são fundamentais para o crescimento a longo prazo.

{Soft Skills} Entre todas as competências comportamentais, a CURIOSIDADE foi decisiva. Diego fazia questão de participar de reuniões da área de Marketing, acompanhar o dia-a-dia da área Comercial… participava atividades que não tinham nada a ver com a atividade de CFO. “Tomei muitos nãos!!! As pessoas podem pensar que você quer apitar no que estão fazendo (é espião?? Rs)”. A curiosidade – sem agressividade – foi uma competência comportamental fundamental para crescer!

Clique AQUI para assistir ao trecho acima.

{Senso de Urgência} Outro ponto muito importante! O que pode ser normal pra você, para uma pessoa que esta a milhares de km de você não é. Não significa responder e-mails imediatamente, ser escravo disso. Mas você tem que entender e respeitar o senso de urgência de cada um. Não pode tratar tudo como urgente, mas tem que tentar fazer as coisas no tempo mais rápido possível. “Por que deixar pra fazer amanha algo que você pode fazer hoje?”

Clique AQUI para assistir ao trecho acima.

{Exercício} “Todo ano é meu último ano na empresa”. Diego procura fazer o famoso “50 anos em 5”. Ou seja, fazer o máximo de projetos possível em 1 ano. “Se eu sair da empresa ao final desse ano, qual o legado quero deixar”?

{Liderança #1} “Sempre respeitou muito e sempre foi apaixonado por desenvolver pessoas. Fazer com que o time inteiro cresça. Qual é o problema se um cara que hoje é seu estagiário vir a ser seu chefe no futuro? Não é um problema isso. Não existe super-homem, precisamos respeitar o outro.”

{Liderança #2} Dicas importantes:

1. Conversar primeiro individualmente, depois em grupo.

2. Feedback: DAR E RECEBER. Mais importante do que dar o feedback, é pedir um feedback – isso constrói confiança. E precisamos ser sinceros nesse feedback.

3. ONE TO ONE é fundamental! Isso vira um Coaching – o tal Leader Coach.

{Liderança #3} “Não é porque você está hierarquicamente acima da pessoa que você tem que destratar ou ter atitudes que faltam com respeito. Você tem que ser humilde, para entender que por alguns motivos ou características específicas você está em uma posição superior a pessoas, mas eles podem dominar tecnicamente alguns pontos mais do que você.”

{Diversidade} “Uma equipe só de jovens tem problemas. Uma equipe só de pessoas mais velhas tem problemas. O sucesso é fazer um mix de tudo isso.”

{O que procura nos profissionais durante uma entrevista?} “Como fiz muito mais posições técnicas na vida, eu acho que o domínio técnico mínimo para executar uma atividade é fundamental, mas eu preciso enxergar que a pessoa está com vontade de fazer e acontecer. Que tem aquele combustível para queimar e que quer fazer acontecer. Além, é claro, da conduta ética.”

“Não precisamos contratar alguém 100% treinado, mas sim 100% disposto a enfrentar o desafio.”

{Notícias ruins} Algo importante: dar a notícia ruim de uma vez. O que aconteceu recentemente no Brasil é um caso típico: a gente recebe notícias ruins a conta-gotas. Não sabemos o que pode acontecer amanhã. Então, se você tem notícia ruim pra dar, vá até o final.

Mas além de trazer a notícia ruim, traga a solução. Não seja apenas o portador de notícias ruins! Proponha a Solução e o Plano de Recuperação (Recovery Plan), se for o caso.

{Comportamento} Ser um Parceiro do Negócio: enxergar e ter responsabilidade por tudo. Se a venda não acontece, o CFO é responsável também. Não adianta dizer que fez a sua parte e está tudo certo. É fundamental buscar soluções para ajudar as outras áreas.

{O grande desafio de se tornar CEO} Ser o PONTO DE REFERÊNCIA dentro da empresa. Deve tomar muito cuidado com o enorme poder de influência que tem, as decisões precisam ser bem ponderadas, o senso de urgência continua.

{Grande lição ao se tornar CEO} Escutar bastante quem já tem experiência nas áreas. Principalmente porque ele não veio do mercado automotivo e todos da equipe dele vieram.

{Postura} Ser direto, transparente e sincero com as pessoas é fundamental.

{Rotina pessoal que implica na vida profissional} Já há alguns anos procura fazer atividades físicas antes de chegar ao trabalho. Acorda extremamente cedo (05:00 AM), faz sua atividade e vai para o trabalho.

“Você chega com muito mais disposição do que quem não fez nada pela manhã. A diferença é gritante. Tem gente que deixa para o final do dia, mas acabam surgindo imprevistos e o exercício vai ficando para o dia seguinte.”

{Propósito para o time} O principal propósito que procura instigar em todo mundo é: qual é o legado que você quer deixar onde você está hoje? O que ela quer que o mercado e os outros falem de você depois que sair? Qual história, de fato, quer que fique a respeito de você?

{SUCESSO?} É estar bem com você mesmo, estar realizado, se sentir feliz e bem! O sucesso não é limitado a parte profissional. O sucesso é realização plena!

{DICA DE OURO} Nunca fique satisfeito com as suas responsabilidades atuais. Não fique satisfeito em ser um Analista de Crédito e só fazer isso. Saia da zona de conforto, vá entender de Marketing, de RH… Busque aprender sempre. Não limite sua carreira.

{Como ele faz Networking?} Deve ser natural. Pare de pensar em Networking como algo forçado, em eventos formais. Comece com pessoas que você se sente bem estando junto. Nunca feche suas portas e agenda para pessoas que querem apresentar idéias novas. “O cara chato da consultoria” que quer te visitar é importante receber, entender o que ele tem pra te vender e aproveitar para conhecer pessoas.

****

Headhunter Entrevista

O Diego Borghi foi o terceiro entrevistado da série Headhunter Entrevista, uma série comemorativa aos meus 10 anos de carreira, que está acontecendo nesse momento.

A próxima entrevista acontece no dia 20/junho (terça-feira), às 19h00 e o entrevistado será o Gustavo Sinisgalli, Diretor de Planejamento Financeiro da Pearson.

Quero retribuir todos os aprendizados que eu absorvi em todos esses anos nas salas de entrevistas da vida, entrevistando ao vivo executivos de sucesso. É gratuito! Inscreva-se e participe!

Acompanhe também as entrevistas que já aconteceram no meu Canal do Youtube, você pode assistir a hora que quiser as minhas conversas com grandes Executivos e assim encontrar inspiração e insights para sua carreira!

Abraços e espero você na Sala de Entrevistas!

« Voltar